sábado, 9 de novembro de 2013

Quero um Pastor Hollywoodiano

Por James Pereira

Quando assisto aos filmes que apresentam em seus roteiros características religiosas, deparo-me, muitas vezes, com cenas que chamam a minha atenção: a forma como os pastores agem tão logo o culto termina. 

Percebo que o líder religioso faz questão de sair do púlpito e ir para frente da igreja e, com muita prestatividade, cumprimentar todos os congregados. Com gestos de humildade e zelo, o pastor cumpre seu papel espiritual de valorizar cada ovelha que integra o imensurável rebanho de Cristo (1 Pe. 5:2).

O pastor aperta as mãos de todos, conversa com todos e agradece pela vinda de todos. Isso de forma individual. Cada membro da igreja consegue sentir o cuidado e o amor demonstrados pelo seu líder eclesiástico. 

São gestos simples, porém impactantes. Gestos estes que não fazem mal a ninguém, muito pelo contrário, só fazem alegrar ainda mais a alma de um "simples" membro e fortalecer a comunhão entre pastor e ovelha.

Ao desejar um "pastor hollywoodiano" não estou sugerindo que os atuais dirigentes congregacionais sejam estrelas, ainda que muitos assim se considerem. O que estou pedindo, na verdade, é que os pastores de hoje sejam como esses pastores de filmes de Hollywwod  que estão sempre presentes no meio das ovelhas, que as valorizam e que cuidam de cada uma delas sem distinção. 

Quero que o pastor olhe no fundo dos olhos das ovelhas com um olhar de amor, mesmo quando precisar corri-la, e não com desdém como se elas fossem um mero objeto. Desejo que cada líder eclesiástico seja mais presente entre as ovelhas e que não faça de seu ministério uma mera atividade profissional.

E por que eu peço isso? Porque tenho notado que alguns pastores (para não dizer muitos, muitos mesmo) são inacessíveis. Vivem em seus "camarotes" rodeados de puxa-sacos seguranças (perdão, eu quis dizer auxiliares), num momento narcisista, mergulhados em suas vaidades. Por favor, não diga que é exagero, pois você sabe que estou certo!

Ultimamente, vi um que passa até pelos membros de sua congregação, estende a mão direita para cumprimentá-los (parecendo um nazista) e os saúda com "a Paz do Senhor" sem ao menos olhar para esses membros. Pelo menos comigo ele fez assim. Isso não me parece uma atitude de líder que ama seus liderados.

Por essa e outras razões que eu venho aqui manifestar meu desejo de ver um pastor parecido com os pastores dos filmes de Hollywood já que está difícil encontrar um que se pareça com Cristo. Se por acaso, aparecer um semelhante a Cristo, ótimo. Contudo, se este tipo de pastor estiver em falta, um hollywoodiano já está de bom tamanho. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O que se passa na cabeça?


Por James Pereira


Olá, Parecidos com Cristo (se é que são parecidos),


Estavam com saudades? Espero que sim, pois eu não aguentava mais de tanta saudade. Quero, antes de discorrer sobre a nova postagem, pedir desculpas aos meus caríssimos leitores (que presumo serem milhares - risos) por passar tanto tempo ausente. Infelizmente, as muitas tarefas me impossibilitaram de postar mensagens de forma frequente, além, é claro, da necessidade de correr contra o tempo para que se possa atingir cada objetivo.

Contudo, não estamos aqui para ficar com "conversa fiada", nem para ficar com blá-blá-blá. Como se pode ver no título, o objetivo dessa mensagem é saber o que se passa na cabeça. Na cabeça de quem?

Na cabeça de alguém que faz mudanças excêntricas na congregação onde dirige (dirigir, aqui, é mais adequado do que pastorear) sem ao menos explicar com que finalidade faz isso.

Na cabeça de alguém que mexe em "time que está ganhando" só para alimentar sua vaidade de dirigente absoluto.

Na cabeça de alguém que retira da liderança dos Novos Convertidos um casal que trabalha de forma fantástica - com zelo, amor e paciência - para colocar pessoas que nunca foram vistas trabalhar com um grupo tão delicado (como é o dos Novos Convertidos) e merecedor de uma atenção especial.

Na cabeça de alguém que declara publicamente que "não se deve orar muito nos ensaios" pois lugar para se orar é nas consagrações.

Na cabeça de alguém que acha que tudo que propõe vai dar certo, sem antes analisar com seus auxiliares diretos (presbíteros) sobre a possibilidade de se aprimorar essas propostas. 

Na cabeça de alguém que olha para uma coordenadora de crianças e a enxerga como uma pessoa que "faz muita raiva".

Na cabeça de alguém que, em reunião, não abre espaço para debates sobre as mudanças por si realizadas, alegando que "quem quiser reclamar alguma coisa", deve agendar uma audiência em seu gabinete.

Na cabeça de alguém que declara que se alguém não gostou das mudanças, "que pegue seu rumo".

Na cabeça de alguém que insiste em promover um ritual onde todos têm que recitar o Salmo 91 como se fosse uma "reza". É importante lembrar que até Satanás citou esse Salmo para Jesus quando este foi tentado no deserto (Mt. 4:6 ; Sl. 91:11-12).

Na cabeça de alguém que põe um pequeno muro em frente às salas de aulas das crianças, obstruindo o acesso direto a cada uma delas.

Na cabeça de alguém que reserva pouco menos de quinze minutos, num intervalo de duas horas, para a exposição da Palavra de Deus em um culto com a participação das famílias.

Enfim, na cabeça de alguém que acredita que tudo que fez em congregações por onde passou, funcionará nas demais por onde passará.    

Entretanto, se você estiver se perguntando o que se passa na cabeça da pessoa que escreveu tudo isso aqui nesse blog, a resposta é bem simples: eu não sei. Mas, fique ciente de que no dia que eu descobrir, com certeza postarei aqui.

sábado, 28 de julho de 2012

Pastores ou Ditadores?

Por James Pereira

Há mais ou menos dezoito anos eu presenciei uma situação que ficou marcada em minha memória por todo esse tempo. Trata-se de uma sórdida atitude de certo pastor da Assembleia de Deus que de forma autoritária repreendeu um irmão diante de várias pessoas. O fato ocorreu em um aniversário de "Círculo de Oração" no bairro de Cruz das Almas, Maceió-AL. Falando de forma estúpida e altissonante, o pastor, que hoje dirige uma igreja num município localizado no litoral norte alagoano, proferiu as seguintes palavras: 

        "Para trabalhar você não aparece, mas, para comer, num instante você dá as caras, não é?!"

Vale destacar, ainda, que o "líder" da igreja disse exatamente essas palavras no horário do almoço, logo após à realização do culto pela manhã no prédio da Antiga Rodoviária localizado no bairro do Poço. Depois de uma manhã abençoadíssima, com um momento de total comunhão com o Senhor Jesus, o pastor perdeu as estribeiras e gritou com o irmão como se um ditador estivesse falando com um soldado. 

Como eu estava a pouco mais de um metro dos dois, tive a desagradável oportunidade de testemunhar tudo. Infelizmente! Mas, isso serviu para que eu pudesse enxergar os pastores como homens, e não como seres transcendentais. Vê-los como mortais e passíveis a erros como qualquer outro mortal. Enfim, perceber que eles cometem falhas que muitas vezes poderiam ser evitadas como qualquer outro homem comete. 

O desfecho desse incidente não tive como acompanhar, pois o irmão saiu desolado do ginásio e eu não voltei mais à congregação em Cruz das Almas. Porém, creio eu que tudo ficou bem, pois o que se pode esperar do pastor depois de uma atitude como essa é uma retratação, não é mesmo? 

Infelizmente, esse não é um caso isolado. Tenho observado durante meus vinte anos de caminhada na fé que isso é mais comum do que se imagina. Muitos outros pastores têm adotado uma postura que vai além de simples "cuidadores do rebanho de Cristo" (1 Pe. 5:2-4). Muitos agem como verdadeiros déspotas e oprimem o rebanho ou algumas ovelhas como se elas fossem suas propriedades. Esses pastores gritam nos púlpitos, se consideram "chatos" para intimidar os fiéis, repreendem coordenadores de órgãos em público e, para completar a lista, hostilizam qualquer pessoa que se mostra contrária a suas atitudes. 

Comportamentos assim só me fazem lembrar das figuras dos ditadores da História Mundial (não que eu esteja afirmando que os pastores são ditadores, longe de mim tal pretensão, pois muitos são homens de Deus) que utilizavam a força física, o grito, o medo, etc., para impor suas ideias e seus desejos. Homens que não abriam mão do poder por nada nesse mundo e que estavam dispostos a tudo para não caírem de seus pedestais. Homens que agrediam, feriam e matavam. Eram o oposto de Jesus que é um ser que ama, cuida e dá vida (Jo. 10:10b). Além disso, Jesus é um grande exemplo de mansidão e humildade (Mt. 11:29-30).

Há bem pouco tempo, um pastor resolveu agir com arbitrariedade ao constranger o secretário da igreja por não ter sido convidado para um jantar em comemoração ao aniversário da mãe deste secretário. Detalhe: o pastor-presidente da Convenção Estadual estava presente no aniversário. Imagine você, caro leitor, a insatisfação que gerou no pastor local por não ter recebido o convite. 

Alguém pode até afirmar que foi falta de consideração do secretário, mas vale salientar que tudo foi feito às pressas e que a ida do pastor-presidente ao evento foi um iniciativa do próprio e não um convite da família. Na verdade, o homem de Deus quis simplesmente fazer uma agradável surpresa à irmã que estava a completar mais um ano de vida. Pelo que se sabe, o filho da aniversariante não acreditava que o encontro do presidente com a homenageada pudesse ocorrer devido aos muitos compromissos do pastor-presidente. Porém, quando a filha do líder geral da Assembleia de Deus em Alagoas ligou para o irmão-secretário para confirmar que iria ao aniversário, este teve um grande susto acompanhado de muita alegria pelo privilégio de receber uma pessoa tão ilustre e bastante querida.

Mas, ao que parece, o anjo do Senhor que está na igreja local deve não ter entendido isso e preferiu agir como um tirano, repreendendo o secretário na frente de pessoas em vez de conversar como um apascentador do rebanho de Jesus. Que lamentável atitude!

Infelizmente, muitos se dizem "seguidores de Jesus" ou "parecidos com Cristo", contudo, preferem agir com despotismo a ter que seguir os passos do Mestre. Além, é claro, de destinar parte de seu tempo para gerir as pessoas em vez cuidar do rebanho de Deus (1 Pe. 5:2).  E como consequência disso, forma-se a cada dia uma igreja dispersa, um povo com mais características de um clube social do que um povo unido e formador de um só corpo (At. 2:46; Rm. 12:5). Que Deus nos ajude!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Somos mais de 42 milhões de evangélicos no Brasil. E daí?

Por James Pereira

Marcha para Jesus 2010, em São Paulo 
Rodrigo Coca - Foto Arena
O que esperar de um país cada vez mais evangélico? Será que nosso Brasil será mais abençoado só por causa do forte crescimento da população evangélica? Será que nossa sociedade será menos preconceituosa e mais tolerante com as diferenças? E a corrupção? É possível uma diminuição significativa do número de corruptos numa sociedade composta de muitos evangélicos? 

Perguntas, perguntas e mais perguntas. Não consegui pensar em mais nada além dessas perguntas depois que comecei a ler notícias referentes ao crescimento da população evangélica no Brasil. Segundo sites de notícias e o próprio portal do Instituto Brasileiro de Geografia a Estatística (IBGE), o Censo Demográfico 2010 mostrou o crescimento dos evangélicos que passou de 15,4% da população brasileira em 2000 para 22,2% dos brasileiros em 2010. Ainda segundo o IBGE, o percentual há 30 anos era de 6,6%, significando, assim, um crescimento de 15,6 pontos percentuais. Sim, crescemos! Mas, e daí?

Apesar desse "avanço" (embora alguns considere isso um avanço, menos eu), acredito que o número de PARECIDOS COM CRISTO, ou seja, de autênticos cristãos, não cresceu na mesma proporção que os evangélicos. Levando em consideração que muitos estão inseridos em igrejas campeãs na propagação da Teologia da Prosperidade e da Vitória Financeira, fica bem mais fácil defender a ideia que o os verdadeiros cristãos estão se extinguindo no país. Basta olhar a grade de programação das igrejas mundiais, universais, internacionais e vitoriosas em Cristo para se chegar a conclusão que o "evangeliquismo" cresceu, mas o cristianismo autêntico não. 

De certa forma, isso é bastante entristecedor, pois pela "ordem natural das coisas" é para se ter uma sociedade mais justa, mais fraterna, mas amável, mais unida. Contudo, com a observação cotidiana de algumas comunidades "cristãs" é possível argumentar que uma sociedade como essa que caracterizei acima não sairá do campo da utopia no Brasil.

Vendo um grupo que mal se importa com os outros, que passa muito tempo disputando espaços de destaque nas congregações, pastores que brigam por campos rentáveis, presidentes de convenções estaduais que se digladiam pela "trono" da convenção nacional e "crentes" que vivem falando um da vida outro, fico acreditando ainda mais que o fato de sermos mais de 42 de minhões do contingente brasileiro não mudará muita coisa. 

O que provavelmente ocorrerá é a participação maior de evangélicos na política nacional com os velhos hábitos dos não-evangélicos. Não que os evangélicos sejam supercidadãos, mas que estes têm se denominado os exemplos de moralidade (ainda que em muitos casos sejam os piores seres da Terra).

Talvez sua pergunta neste momento depois de ler os parágrafos anteriores seja a seguinte: Será que a sociedade brasileira não mudará para melhor? Lamento afirmar que não mudará. Basta reler os dados do IBGE sobre o crescimento dos evangélicos (clique aqui para ver os dados) associado ao comportamento da igreja evangélica na última década que você perceberá que eu tenho razão. 

Vimos oração em agradecimento por uma propina recebida. Acompanhamos uma "guerra santa" entre duas "igrejas evangélicas" onde uma acusava a outra de lavagem de dinheiro. Líderes de "igreja apostólica" (um casal, para ser mais exato) que foram presos nos EUA por falsidade ideológica e sonegação fiscal foram expostos em todas as emissoras de TV no Brasil inteiro.      


Claro que a culpa de tanta mazela no Brasil não é da população evangélica (pelo menos não toda a culpa), mas a hesitação e a negligência desse povo que deveria ser "coluna e firmeza da verdade" (I Tm. 3.15) têm contribuído para a disseminação do mal. Infelizmente, a igreja evangélica não tem se portado como aquela que é odiada pelo mundo  (Jo. 15.19).

Por essas razões, continuo a indagar se é motivo para comemorar o crescimento de um povo que a cada dia que passa mergulha no mundanismo e se alia ao sistema pecaminoso que rege nossa sociedade. Mesmo que a igreja esteja em crescimento numérico, o amor que é a verdadeira identidade do cristão tem diminuído como profetizou o Mestre Jesus (Mt. 24.12). 

Pergunto mais uma vez: crescemos numericamente, e daí? Mas, será que crescemos em semelhança com Cristo? 



quarta-feira, 18 de abril de 2012

Era Jesus um Revoltado?

Por James Pereira

Quando leio as passagens bíblicas onde Jesus manifesta contrariedade sobre algumas atitudes de homens  desprovidos de comunhão com Deus, começo a indagar a mim mesmo se isso não representa uma manifestação de revolta por parte do Mestre. Isso mesmo, revolta! Termo este que pode fazer que muitos leitores pensem que sou um blasfemador, ou até mesmo um revoltado também (se bem que já estão pensando isso), pois utilizar uma palavra tão áspera para designar uma pessoa tão meiga e amável feito Jesus, só pode ser uma blasfêmia mesmo.

Contudo, não se trata de uma interpretação minha sobre a personalidade de Jesus. Não sou eu quem está  afirmando com todas as letras que Jesus era um revoltado, mas, são aqueles que veem em meus comentários sobre os diversos assuntos que escrevi neste blog que podem está (inconscientemente) afirmando isso.

- Como assim, James Pereira? Eu não estou entendo aonde você quer chegar! Dá para ser mais claro?! (talvez esse seja o seu pensamento agora)

Claro que dá! Vamos aos fatos!

Imagine Jesus entrando no templo de Deus e expulsando um monte de oportunistas simplesmente por não aceitar as atitudes destes, que faziam da Casa de Deus um "covil de ladrões" (Mt. 21: 12-13). Será que a forma como Jesus agiu não fez dEle um intolerante, ou um revoltado? Será que não seria melhor Ele ter ido conversar com os cambistas e tentar convencê-los que a melhor forma de resolver aquele "impasse" seria a retirada dos produtos e a saída pacífica dos vendedores? Claro que não!

Jesus era extremamente zeloso pelas coisas de Deus, e para práticas desrespeitosas, como a dos vendedores, reações precisas e firmes como as de Jesus. Cristo jamais compactuaria com as "maracutaias" existentes na Casa do Pai porque sua índole não permitiria isso. Então, como Ele não era conivente com o erro (como ainda hoje não é), agiu como deveria ter agido. Mas, e aí... isso foi ou não foi um ato de revolta?

Ante de responder essa pergunta, vamos a outro fato.

Imagine Jesus num belíssimo discurso e no decorrer deste profere palavras duras a uma classe de homens que se diziam especialistas em assuntos religiosos (Mt. 23: 1-39). Estes homens eram os mais notáveis na sociedade judaica a ponto de serem imitados por muitos de sua época. Eram homens de responsabilidades, que liam as Escrituras, que oram várias vezes ao dia, que jejuavam, que davam esmolas aos pobres, enfim, eram pessoas de grande reconhecimento social. Todavia, o Messias viu em suas ações muita hipocrisia. Jesus percebeu que eles não passavam de um bando de mentirosos que falavam uma coisa e viviam outra.

Ao perceber isso, Cristo não poupou tempo nem palavras, abriu um severo discurso sobre as práticas fingidas desses homens. Entretanto, as perguntas que fiz acima, faço-as novamente. Será que o Senhor não exagerou em dizer palavras tão duras a eles? Não seria melhor que Jesus os procurassem reservadamente e expusesse Suas opiniões a eles? Será que Jesus não foi tão radical com os "santos homens de Deus"? Deixo você, caro leitor, livre para responder essas perguntas, mas adianto que eu duvido muito que a melhor maneira fosse a de procurá-los para dialogar pois os religiosos de linha de frente são, muitas vezes, orgulhosos demais para ouvirem uma pessoa humilde como Jesus, ainda mais se essa pessoa fosse de Nazaré (Jo. 1:46).

Vivendo nos dias de hoje, provavelmente Jesus teria dificuldade em conversar com certos pastores, simplesmente porque eles não O procurariam para conversar, pois preferem vomitar todos os seus pensamentos nos púlpitos a terem que conversar pacificamente com alguém (vale destacar que não estou generalizando). Sem deixar de mencionar também os "irmãos" que juram que são "parecidos com Cristo" que vez ou outra iriam comentar nos corredores das igrejas que fazem parte que Ele (Jesus) deveria sair da igreja onde faz parte uma vez que não gosta ou não se sente bem lá, ou seja, deveria deixar as coisas como estão e cair fora (risos).

Voltando a pergunta sobre Jesus ser ou não um revoltado, vamos ver antes o que Houaiss nos diz sobre o significado do termo destacado anteriormente:

revoltado
adjetivo e substantivo masculino
1 que ou aquele que se revoltou; rebelde, insubmisso, insurreto, amotinado, revoltoso
2 que ou aquele que está ou se sente indignado, enfurecido, colérico
3 Derivação: por extensão de sentido. Regionalismo: Brasil.
que ou aquele que é ou se mostra amargo, inconformado com alguma situação (destaque nosso)

(HOUAISS. Dicionário Eletrônico da Língua Portuguesa)

Como se pode ver acima, dependendo do contexto social, Jesus até poderia ser chamado de "revoltado" desde que significasse "inconformado com alguma situação." Contudo, nos dias atuais, quando alguém se expõe publicamente na defesa de um ponto de vista, quase sempre é taxado como revoltado (falo isso por experiência própria). Na maior parte das vezes, alguns falam das pessoas que não concordam com atitudes divergentes dos padrões estabelecidos por Deus, com se estes indivíduos fossem um poço de revolta (risos novamente) e, quase sempre, o significado aplicado ao termo revoltado é bem diferente do destacado acima.

Basta apenas um comentário na internet que incomode um pouco que muitos surgirão com todos os tipos de adjetivos possíveis para (des)qualificar quem fez os comentários. Sem esquecer, ainda, das expressões do tipo: "se ele não está se sentindo bem na congregação onde está, por que não procura outra?" (isso é muito cômico)

Quero registrar aqui que estou muito feliz na igreja onde sou membro e não tenho interesse de mudar - exceto se Deus assim o quiser - mas, concordar com tudo que se fala ou se faz no templo é praticamente impossível. 

Que o Senhor Deus Todo-Poderoso nos abençoe sempre e até a próxima postagem.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Semana de Oração na Assembleia de Deus em Bebedouro


 Por James Pereira


Há um maravilhoso projeto na iminência de ser executado entre os dias 16 a 23 de abril deste ano. Trata-se de uma semana de oração que será realizada na Igreja Assembleia de Deus no bairro de Bebedouro, Maceió-AL. 

Durante uma semana completa, 24 horas por dia, com a presença de uma dupla (no mínimo) e com alternância a cada duas horas, a congregação estará em oração incessantemente. Com o compromisso da Igreja de Cristo, durante esse perído, o povo de Deus estará de joelhos clamando ao Senhor por diversos motivos, dentre os quais, podem ser citados:

  • salvação;
  • batismo com o Espírito Santo;
  • libertação;
  • manifestação de Dons Espirituais;
  • comunhão;
  • outros motivos.


Não sei quem é o idealizador desse projeto, mas eu sei que isso tem o total aval do Santo Espírito. Também não tenho dúvidas que Deus manifestará sua presença no meio de Seu povo durante esse período.

Como muitos que lerão esta postagem não moram próximo ao nosso bairro, venho, neste espaço, convidar cada irmão e cada irmã para reservarem um período para orar conosco. Marque um horário de sua preferência e por duas horas esteja nessa peleja.

Eu assumi o compromisso de ir durante toda a semana (não vou divulgar o horário aqui, mas, esteja certo que estarei no templo por duas horas) e clamarei ao Senhor juntamente com meus irmãos por mais bênção espirituais.

Os motivos listados acima são apenas aguns citados pelo pastor local, que tem dado total apoio e divulgado bem esse projeto. Porém, fique à vontade para orar por outro propósito, pois o importante mesmo é não deixar de orar.

Eu já escolhi o motivo para orar na próxima segunda-feira (16). Orarei para que a congregação onde sou membro deixe de ser parecida com a Igreja de Éfeso. Eita, Jesus! Por que escrevi isso? Agora o "pau vai comer meus lombos"! Mas, não tem importância! Sei que minhas reais intenções são bem sinceras. Na verdade, eu até acredito que Jesus quer que eu ore sobre isso mesmo.

Que nós assumamos o compromisso de "orar sem cessar" (1 Ts. 5:17).




terça-feira, 3 de abril de 2012

Cidadão Kane nas Igrejas Evangélicas?

Por James Pereira

Para quem assistiu ao clássico do cinema mundial intitulado Cidadão Kane (Citizen Kane em inglês) já pode imaginar sobre o que estou prestes a escrever. O filme, dirigido por Orson Welles, é uma produção estadunidense de 1941 que conta a história de Charles Foster Kane, um magnata da mídia americana que influenciava muitos cidadãos de seu país através do jornal de sua propriedade. 

Numa das cenas do filme, Kane está sentado à mesa, com sua esposa, e esta o questiona sobre o seu excesso de dedicação ao trabalho. No calor da discussão, a mulher de Kane insinua que as pessoas poderiam pensar mal sobre sua ausência. Kane, por sua vez, retruca seu cônjuge com uma expressão que muito me chamou a atenção quando a ouvi pela primeira vez. Eis a sentença:

"As pessoas pensarão o que eu quiser que elas pensem!"

É a partir desta declaração que eu quero comparar o comportamento de muitos dirigentes de congregações espalhadas por esse Brasil. Obviamente, será impossível igualar a conduta de pastores (com exceção dos pregadores de TV) com Charles Foster Kane, mas a intenção neste artigo é mostrar que muitos agem a partir da premissa citada acima.

Não são poucos os pastores (ou serão gerentes - assunto para um próximo post) que utilizam os púlpitos dos templos para influenciarem outras pessoas sobre qualquer assunto. Tenho percebido que vez ou outra surge um "líder" evangélico que faz questão de se expressar nas tribunas sobre assuntos que não condizem com a Palavra de Deus, sobretudo sobre festas natalícias. Houve um que até disse não querer que a igreja fizesse aniversário para ele, como se isso fosse relevante para se dizer durante o culto.

A verdade é que, com declarações desse tipo, muitos que o ouvem são terminantemente influenciados por seus discursos e acabam por concluir que se outra pessoa expõe uma linha de pensamento diferente, esta é taxada como subversiva. Graças a Deus que isso não me incomoda, e se escrevo sobre o assunto é porque não vou compactuar com práticas desse tipo.

Fui interrogado recentemente por um irmão (um homem de verdade, diga-se passagem) sobre minhas reais intenções de escrever sobre os assuntos postados nesse blog e respondi que meu desejo é externar meu descontentamento sobre práticas inúteis no meio do povo de Deus. Meus objetivos nunca foram atingir pessoa A ou B ou "Coração de Leão" com esses comentários, mas, sim, fazer uso da liberdade de expressão garantida pela Constituição Federal de meu País. Além, é claro, de expor que pequenos detalhes precisam ser mudados. 

Contudo, há quem se incomode com isso e, por sua vez, usa o lugar mais alto do templo, e o microfone também, para incutir nas cabeças das pessoas uma imagem distorcida sobre o que escrevo. Age como verdadeiro "Cidadão Kane" fazendo com que as pessoas pensem exatamente o que ele (gestor, pastor, sei lá o quê) quer que pensem. Assim, é fácil dizer que Charles Foster Kane ou virou evangélico, ou deixou discípulos nos templos.

Espero que não interpretem esse comentário como um exagero de minha parte, pois chamar dirigentes de "Cidadãos Kanes" parece algo fora de cogitação. Mas, assim como Kane, os dirigentes costumam usar a mídia que "dominam" para disseminar suas discordâncias e, ao mesmo tempo, utilizam o microfone como arma de ataque contra ideias diferentes. Era algo parecido que Charles Foster Kane fazia com seu jornal.  

Bom seria que os "pastores Kanes" da atualidade conversassem mais com suas ovelhinhas e, a partir daí, tentarem entender o que se passa na cabeça delas. Não é essa a tarefa de um pastor? Ou então que eles se dispusessem em debater certos assuntos para a melhoria da obra de Deus. Entretanto, preferem eles ficar esbravejando em público sobre comentários que não lhes agradam (isso sem falar das repreensões em públicos a coordenadores de jovens). Melhor ainda, bom seria que não existissem pastores "Cidadãos Kanes"!

Como eles não deixarão de existir, pelo menos por algum tempo, os cultos de nossas congregações serão abarrotados com comentários que fazem com que as pessoas pensem o que esses "Kanes" querem que elas pensem. IN-FE-LIZ-MEN-TE! 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...